Neutralidade não é ausência: É movimento consciente e presença
- Leomara Tezin
- há 12 horas
- 2 min de leitura

NEUTRALIDADE
Palavra simples, sem pesos, neutra. Remete a algo que está impassível, acomodado com conforto — nem acima, nem abaixo, na medida.
Um estado que deveríamos almejar atingir e manter. Passamos por ele várias vezes ao longo da vida, mas temos dificuldade em permanecer nele. Deveria ser nossa meta.
O neutro não é a ausência da felicidade nem da tristeza: é a totalidade. É o lugar onde elas se encontram.
Pode não parecer à primeira vista, mas é prazeroso estar na neutralidade. Não há excessos, não há rompantes, não há ansiedade. Nele, torna-se mais fácil se manter no presente, no agora.
O movimento com consciência
Há técnicas para se manter na neutralidade. Afinal, a neutralidade não é a ausência de movimento, mas, sim, o movimento com consciência.
É possível estar na neutralidade enquanto se caminha, por exemplo — estando ali cônscio dos próprios passos, da respiração, da velocidade, da capacidade do seu corpo e do trajeto. Percebendo o que há em volta, na natureza, e a sutileza de tudo o que te envolve.
Plenitude no trabalho e nas relações
Há neutralidade quando se está trabalhando com a capacidade plena — não máxima. Na plenitude de se doar ao que se está executando de forma consciente e presente, com foco e dedicação voltada exclusivamente ao que se faz.
Isso tudo sem deixar de perceber o entorno, o impacto do resultado do seu trabalho nas pessoas à sua volta e no mundo, mantendo a atenção ao prazer que a atividade lhe proporciona. Se não há prazer, não há neutralidade.
Também pode haver neutralidade em uma discussão. É quando se mantém o foco no assunto em pauta, sem se desviar para problemas mal resolvidos de outrora, sem agredir o outro ou a si mesmo, com foco na ideia que está defendendo e com escuta atenta ao que o outro diz.
Discussões podem ser extremamente saudáveis, especialmente quando as pessoas envolvidas estão maduras emocionalmente. Elas nos mostram outros pontos de vista se estivermos abertos a olhar, gerando expansão de consciência, crescimento e novas oportunidades.

Para refletir...
Como está a sua capacidade de habitar a neutralidade no seu dia a dia? Você consegue perceber esses momentos de presença na sua rotina?
Deixe um comentário abaixo com a sua reflexão ou compartilhe este texto com quem também está em busca de mais presença e equilíbrio.

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